O que precisa para exercer
Qualificação principal
- Experiência em segurança privada, polícia ou forças armadas; em Espanha a habilitação de Vigilante de Segurança (Lei 5/2014 de Segurança Privada, TIP do Ministério do Interior) é a referência em terra, embora a bordo vigore o regime da bandeira (orientativo).
- Formação ISPS de funções de proteção designadas: certificado STCW Regra VI/6 (secção A-VI/6-2) para marítimos com funções de proteção atribuídas.
STCW base
- Formação Básica de Segurança STCW (A-VI/1).
- Gestão de Multidões (A-V/2) conforme o rol de chamada (Regra V/2, navios de passageiros).
- Marítimo com funções de proteção designadas (A-VI/6-2) — substitui e amplia a mera sensibilização A-VI/6-1.
Cursos específicos
- Operação de scanner de raios X e interpretação de imagem de bagagem (formação tipo aviação/portos, com reciclagem periódica — orientativo).
- Técnicas de desescalada e controlo físico não lesivo conforme a política de uso da força da companhia (orientativo).
- Operação de CCTV e proteção de dados das gravações (cadeia de custódia).
- Primeiros socorros (A-VI/4-1 valorizado) e resposta inicial a incidentes com múltiplas pessoas.
Experiência orientativa
Orientativo: 2-5 anos em segurança privada, polícia ou forças armadas antes do primeiro contrato; várias companhias recrutam sistematicamente ex-militares (as equipas de gurkhas são tradição em parte do setor — orientativo). Registo criminal limpo, obrigatório.
Observações
Percurso típico: Guarda de Segurança → Supervisor de Segurança → Deputy Security Officer → Oficial Chefe de Segurança / SSO (ficha própria neste explorador; o SSO requer o certificado da Regra VI/5). O navio opera sob um Ship Security Plan aprovado conforme o Código ISPS com níveis de proteção 1-3; ao subir o nível, intensificam-se o rastreio e os controlos. A bordo não há poder policial: a atuação limita-se a contenção, registo documentado e entrega às autoridades do Estado do porto (orientativo). A discrição importa: a segurança num navio de férias deve ser visível sem ser intimidante.
O que este posto faz
Num navio com milhares de pessoas, a segurança física é contínua: desde o rastreio de embarque até às patrulhas noturnas por conveses técnicos. O cargo executa no terreno o Código ISPS — cada acesso, volume e provisão passa pelas suas mãos ou pelos seus scanners — e ao mesmo tempo gere condutas: passageiros conflituosos, álcool, zonas restritas. Firmeza sem escalada é a competência que distingue um bom screener.
Quartos típicos
- Guardas 24/7: portaló, patrulhas noturnas, scanners
Responsabilidades principais
- Controlar acessos no portaló com scanners de raios X e pórticos detetores.
- Realizar patrulhas noturnas e vigilância de áreas restritas.
- Atuar como primeira resposta a incidentes de segurança a bordo.
- Aplicar as medidas do Plano de Proteção do Navio (SSP) correspondentes ao nível de proteção vigente (MARSEC 1-3).
- Registar ocorrências, preservar gravações de CCTV e guardar evidências para o Oficial de Proteção do Navio (SSO).
Âmbito operacional
- Portaló, conveses, áreas restritas, CCTV
- Pontos de rastreio de bagagem e provisões em embarques e escalas
Ficha revista pela HydroAbyss (2026). As normas e prazos citados são orientativos: a exigência final é definida pelo Estado de bandeira, pela Administração e por cada companhia.