O que precisa para exercer
Qualificação principal
- Licenciatura em Engenharia Informática, Telecomunicações ou Sistemas; com experiência ampla também se acede pelo diploma superior espanhol ASIR (Administração de Sistemas Informáticos em Rede, RD 1629/2009).
- Certificações profissionais conforme o stack da companhia: CCNA/CCNP, Microsoft/VMware, ITIL para gestão de serviço (matriz por companhia — orientativo).
STCW base
- Formação Básica de Segurança STCW A-VI/1.
- Gestão de multidões A-V/2 e, se o rol de chamada lhe atribuir comando, gestão de crises e comportamento humano A-V/2 (verificar por companhia).
- Certificado médico de marítimo válido conforme a bandeira.
Cursos específicos
- Cibersegurança marítima: gestão do ciber-risco integrada no SMS conforme a Resolução IMO MSC.428(98) e as diretrizes MSC-FAL.1/Circ.3 — o Chief IT é peça-chave da sua implementação a bordo.
- Boas práticas de segurança da informação (ISO/IEC 27001) e redes de bordo (IEC 61162-460 na parte de navegação — orientativo).
- PCI DSS aplicado aos sistemas de pagamento e POS do navio.
- VSAT e satcom: plataformas Intellian/Cobham e constelações GEO/LEO (Starlink Maritime e equivalentes).
- Sistemas de gestão hoteleira e de passageiros (Fidelio Cruise SPMS, MXP ou outros conforme a companhia).
Experiência orientativa
Orientativo: 5-8 anos em administração de sistemas e redes, com 2+ contratos embarcado como IT Officer antes da chefia; gere uma rede com milhares de dispositivos, dezenas de servidores/VM e centenas de pontos de acesso Wi-Fi. Cada companhia fixa os seus mínimos.
Observações
Percurso típico: IT Assistant → IT Officer → Chief IT Officer → IT de frota/corporativo em terra. A segregação entre a rede de hotel/passageiros e a de navegação/OT é exigência das diretrizes de ciber-risco (orientativo) e cai sob a sua responsabilidade operacional. Em emergência apoia listas POB, cópias de dados e comunicações conforme o rol de chamada. Os auditores chegam por três frentes: classe/SMS (ciber-risco), PCI DSS (pagamentos) e a própria companhia (disponibilidade e SLA de conectividade para os passageiros).
O que este posto faz
Num navio de passageiros moderno, a falha de sistemas não afeta apenas o conforto: pode comprometer pagamentos, controlo de passageiros, comunicações e operações críticas. O cargo vive da redundância: um check-in de turnaround com o sistema em baixo é um incidente operacional maior com milhares de passageiros no terminal.
Quartos típicos
- Disponibilidade 24/7 para sistemas críticos
Responsabilidades principais
- Gerir a infraestrutura tecnológica do navio: rede, servidores, Wi-Fi, TV, POS e cibersegurança.
- Assegurar a conectividade satelital, a continuidade do negócio e o suporte aos departamentos críticos.
- Implementar a bordo a gestão do ciber-risco do SMS e manter a segregação entre a rede de hotel e os sistemas de navegação/OT.
- Gerir cópias de segurança, recuperação (RPO/RTO) e o ciclo de vida de sistemas e licenças.
Âmbito operacional
- Data centres, backbone de rede, sistemas de negócio e suporte a ponte/hotel
Ficha revista pela HydroAbyss (2026). As normas e prazos citados são orientativos: a exigência final é definida pelo Estado de bandeira, pela Administração e por cada companhia.