O que precisa para exercer
Qualificação principal
- Formação técnica superior em artes cénicas ou audiovisuais — em Espanha, Técnico Superior em Realização de Projetos Audiovisuais e Espetáculos (RD 1680/2011) ou ensino artístico superior equivalente (orientativo); o acesso real é por percurso como regidor/ASM.
- Domínio de protocolos de cues e comunicação de espetáculo (intercom, chamadas padrão de regidoria) e leitura de alinhamentos técnicos.
- Certificado médico de gente do mar em vigor conforme a bandeira.
STCW base
- Formação Básica de Segurança STCW (A-VI/1) para o embarque.
- Gestão de Multidões (A-V/2) — responsável pela evacuação do teatro — e Gestão de Crises (A-V/2) se o rol de chamada o designar como chefia (Regra V/2).
- Sensibilização em proteção marítima (A-VI/6-1).
Cursos específicos
- Rigging e automatismos cénicos: cargas, fatores de segurança e inspeção de aparelho (referências de setor tipo ETCP/guias do fabricante — orientativo).
- Trabalhos em altura e acesso à teia cénica; autorizações de trabalho da companhia para intervenções sobre o palco.
- Operação de consolas como utilizador avançado (grandMA/ETC Eos em luzes, mesas de automatismos do estaleiro/integrador) para supervisionar os técnicos.
- Pirotecnia de interior e efeitos especiais: manuseamento, armazenamento e autorizações conforme a bandeira e a SOLAS (verificar o regime aplicável).
Experiência orientativa
Orientativo: 3-5 anos de regidoria em teatro, digressões ou televisão em terra e 1-2 contratos como assistente de regidor (ASM) ou técnico sénior a bordo antes de dirigir um teatro principal. Em navios com vários espaços gere 2-4 produções em cartaz e equipas técnicas de 8-20 pessoas (orientativo).
Observações
Percurso típico: técnico de som/luzes (ver ficha Técnico de Som e Iluminação) ou ASM → Regidor de Cena → Gerente de Produção de frota ou direção de entretenimento → Diretor de Cruzeiro (ver ficha). Critério profissional chave: o "show must go on" tem limites — automatismos e acrobacias degradam-se ou cancelam-se por balanço do navio segundo os limiares do manual de produção (orientativo, por companhia), e essa decisão documenta-se. A evacuação do teatro ensaia-se com o elenco e a segurança; o regidor conhece lotações, saídas e pontos cegos melhor do que ninguém a bordo.
O que este posto faz
Os teatros de grande formato a navegar funcionam com produção tipo Broadway: automatismos, voos, pirotecnia e elencos numerosos. O regidor é quem sincroniza tudo em cada espetáculo e quem responde por o uso da maquinaria cénica dentro de limites seguros — com a complicação de o palco se mover e de as soluções de um teatro em terra (cargas, rigging, evacuação) estarem condicionadas pela estabilidade e regulamentação do navio. Em emergência coordena a evacuação de um dos espaços de maior ocupação a bordo.
Quartos típicos
- Espetáculos noturnos + ensaios diurnos + montagem/desmontagem; jornadas longas em dias de mudança de produção
Responsabilidades principais
- Dirigir a operação do teatro em espetáculo: a "chamada do show" (calling the show), cues de luzes, som, vídeo, automatismos e entradas de artistas.
- Coordenar a segurança cénica: alçapões, elevadores de cena, voos de artistas, pirotecnia e verificações de aparelho antes de cada espetáculo.
- Planear ensaios, transições entre produções e manutenção do teatro com os departamentos técnicos e o elenco.
- Decidir, com critério documentado, a adaptação ou cancelamento de números por estado do mar (automatismos e acrobacias têm limites de balanço).
- Gerir a evacuação do teatro em emergência: é um dos espaços de maior ocupação do navio e tem protocolo próprio no rol de chamada.
Âmbito operacional
- Teatro principal e espaços de espetáculo secundários
- Backstage, fossos, teia cénica e salas técnicas
- Espaços exteriores em shows de convés (aqua theatres, palcos de piscina)
Ficha revista pela HydroAbyss (2026). As normas e prazos citados são orientativos: a exigência final é definida pelo Estado de bandeira, pela Administração e por cada companhia.