O que precisa para exercer
Qualificação principal
- Certificado de competência de oficial de convés STCW II/1 (nível operacional) ou II/2 (gestão) com autenticação da bandeira; o posto costuma ser ocupado com posto de primeiro ou segundo oficial sénior (orientativo).
- O posto de oficial de segurança dedicado não é criado pelo STCW mas pelo SGS da companhia sob o Código ISM: nos cruzeiros é um posto próprio da escala de convés, às ordens do Staff Captain.
- Domínio da SOLAS Capítulos II-2 e III, do Código LSA, do Código FSS e do regime de manutenção de baleeiras e dispositivos de lançamento da Resolução MSC.402(96).
STCW base
- Pacote completo de oficial: A-VI/1, A-VI/2-1 (embarcações de sobrevivência), A-VI/3 (combate avançado a incêndios) e A-VI/4-1, com atualizações quinquenais.
- Formação de navios de passageiros STCW V/2 completa: multidões, crises e comportamento humano — neste posto, ao nível de quem desenha os exercícios, não só os executa.
Cursos específicos
- Botes de salvamento rápidos (STCW A-VI/2-2) onde existam a bordo.
- Auditor interno ISM e técnicas de investigação de acidentes marítimos (Código de Investigação de Sinistros da OMI como referência).
- Avaliação de riscos e sistema de autorizações de trabalho (COSWP do MCA como referência de boas práticas).
- Manutenção e exame de LSA/FFE com fabricantes e serviços autorizados (MSC.402(96)).
- Sistemas de evacuação marítima (MES) e gestão de fluxos de passageiros do navio concreto (formação de companhia).
Experiência orientativa
Orientativo: 3-5 anos como oficial de convés, dos quais pelo menos 1-2 em navios de passageiros, antes de assumir o posto; é passo habitual antes de imediato e Staff Captain na escala de cruzeiros.
Observações
Trabalha coordenado com o Staff Captain, a Fire Patrol e a Security para sustentar a prontidão do navio; não confundir com o Security Officer (ISPS) nem com o oficial de prevenção laboral, embora em navios menores os papéis se sobreponham. As emendas pós-Costa Concordia (chamada de passageiros antes de zarpar, SOLAS III/19) e o regime MSC.402(96) de manutenção das baleeiras marcam a sua agenda semanal. Progressão do dataset: segundo/primeiro oficial → Safety Officer → Staff Captain.
O que este posto faz
Num cruzeiro, a segurança não pode ser uma função colateral de um oficial de quarto: com milhares de passageiros que não sabem mover-se pelo navio, a resposta de emergência só funciona se alguém a treinar, medir e corrigir todas as semanas. Esse alguém é este oficial. O Costa Concordia converteu a sua agenda em norma: a chamada de passageiros antes de zarpar e o endurecimento dos exercícios vêm daí. O seu sucesso é invisível — mede-se em simulacros aborrecidos e baleeiras que arriam à primeira.
Quartos típicos
- Disponibilidade operacional permanente e calendário de drills
Responsabilidades principais
- Manter operacionais baleeiras, jangadas, coletes, sistemas de extinção e meios de abandono conforme a SOLAS III/20 e o Código LSA.
- Programar e dirigir os exercícios da SOLAS III/19: simulacro semanal de abandono e incêndio da tripulação e chamada de passageiros antes ou à saída do porto.
- Manter atualizados o rol de chamada (muster list) e os planos de segurança, e auditar o conhecimento das funções por cada tripulante.
- Gerir o sistema de autorizações de trabalho (a quente, em altura, espaços confinados) e a investigação de acidentes e quase-acidentes do SGS.
- Preparar o navio para inspeções: Estado de bandeira, Port State Control e auditorias ISM internas e externas.
Âmbito operacional
- Todo o navio: LSA, FFE, vias de evacuação e pontos de reunião
- Calendário de simulacros e formação de segurança de uma tripulação de centenas ou milhares
- Interface com o Staff Captain, a Security e as máquinas na organização de emergências
Ficha revista pela HydroAbyss (2026). As normas e prazos citados são orientativos: a exigência final é definida pelo Estado de bandeira, pela Administração e por cada companhia.