O que precisa para exercer
Qualificação principal
- Sem qualificação náutica: pessoal industrial de serviços sob o Código MODU, habitualmente empregado pela contratada de catering e não pelo operador da unidade. Ensino secundário como base (orientativo).
- Formação de segurança offshore: OPITO BOSIET com CA-EBS e certificado médico offshore (OEUK ou equivalente) válido.
- Certificado de manipulador de alimentos do regime aplicável (na Europa, formação conforme o Regulamento (CE) 852/2004; no Reino Unido, Level 2 Food Safety — orientativo por região).
STCW base
- OPITO BOSIET/FOET (atualização quadrienal) e MIST ou indução equivalente do contratante.
- Conforme o pavilhão e o tipo de unidade, formação básica STCW A-VI/1 (verificar por unidade).
Cursos específicos
- HACCP aplicado a cozinhas coletivas e controlo de alergénios.
- Manuseamento seguro de químicos de limpeza (fichas de segurança, COSHH como referência).
- Movimentação manual de cargas e prevenção de escorregões/quedas em zonas húmidas.
- Protocolos de surto gastrointestinal e limpeza reforçada (norovírus).
- Segurança de lavandaria: cargas com hidrocarbonetos e risco de autocombustão de têxteis.
Experiência orientativa
Posto de entrada sem experiência mínima obrigatória; orientativo: 1-2 anos de hotelaria, limpeza profissional ou cantinas facilitam o acesso. Rotações típicas 14/14 ou 21/21 com turnos de 12 horas (orientativo por região e contratada).
Observações
Escala de progressão do catering offshore (varia por contratada — orientativo): steward/galley hand → ajudante ou segundo cozinheiro → cozinheiro → chefe de cozinha (chief cook) → camp boss, que comanda todo o acampamento e reporta ao OIM. Embora não perfure, este pessoal conta para o POB e tem funções no plano de emergência (pontos de reunião, contagem). A contratada de catering responde perante o operador por auditorias de higiene periódicas.
O que este posto faz
É o posto de entrada do catering offshore e o sustento invisível da vida a bordo: numa instalação com rotações de 12 horas, camarotes partilhados por turnos em algumas unidades e 100-200 pessoas a comer quatro vezes por dia, a higiene não é conforto mas barreira sanitária — um surto gastrointestinal pode parar uma campanha de perfuração tão eficazmente como uma avaria. O catering costuma estar subcontratado a empresas especializadas, com a sua própria escala de progressão.
Quartos típicos
- Turnos de 12 horas
Responsabilidades principais
- Limpar e desinfetar camarotes, casas de banho e áreas comuns conforme o plano de higiene da instalação.
- Operar a lavandaria: roupa de trabalho (incluindo o tratamento de peças com hidrocarbonetos) e roupa de camarote.
- Servir a linha do refeitório e repor o serviço contínuo de uma instalação que come em dois turnos de 12 horas.
- Lavar a louça e apoiar a preparação básica de alimentos e a arrumação do paiol.
- Aplicar o HACCP e a segregação de resíduos do acampamento, e reportar indícios de surtos gastrointestinais.
Âmbito operacional
- Camarotes e alojamentos
- Refeitório (mess room)
- Lavandaria e cozinha
Ficha revista pela HydroAbyss (2026). As normas e prazos citados são orientativos: a exigência final é definida pelo Estado de bandeira, pela Administração e por cada companhia.