O que precisa para exercer
Qualificação principal
- Certificado HLO conforme o padrão OPITO (Helicopter Landing Officer), com revalidação periódica (orientativo: atualização bienal).
- Quadro técnico do helideck: CAP 437 do CAA britânico (padrão de referência mundial de áreas de aterragem offshore) e Anexo 14, Volume II da OACI; em unidades flutuantes, monitorização HMS conforme o esquema HCA (orientativo por região).
- Para a função de radiooperador: Certificado Geral de Operador GMDSS (GOC, STCW IV/2) e, conforme a administração aeronáutica, certificado de radiotelefonista para a estação aeronáutica da instalação (verificar por país).
STCW base
- OPITO BOSIET/FOET com HUET e CA-EBS, e certificado médico offshore (OEUK ou equivalente) válido.
- Conforme o pavilhão da unidade, formação básica STCW A-VI/1 (verificar).
Cursos específicos
- OPITO Helideck Emergency Response Team Member e Team Leader (HERTM/HERTL): extinção e resgate em acidente de helicóptero no convés.
- Reabastecimento de helicópteros e manuseamento de combustível de aviação (amostragem, filtragem, estática).
- CRM (Crew Resource Management) aplicado a operações aéreas offshore.
- Radiotelefonia aeronáutica e fraseologia padrão OACI.
- Gestão de POB e sistemas de controlo de pessoal (vantage/tracking do operador).
Experiência orientativa
Orientativo: 2-3 anos embarcado na unidade (rádio, marinha ou convés) antes de assumir o helideck; os HDA (Helideck Assistants) com experiência e o curso HLO são o viveiro natural do posto.
Observações
O certificado HLO é condição do posto e a sua recertificação periódica é obrigatória (esquema OPITO — verificar validades). Durante a janela de voo a sua autoridade sobre o helideck é plena: pode recusar a operação mesmo com o helicóptero em aproximação. A combinação HLO+rádio é habitual nas MODU mas não universal — as unidades grandes separam os postos. O CAP 437 e as orientações do operador aéreo (limites de vento e movimento por tipo de aeronave) são a sua bíblia operacional.
O que este posto faz
O helicóptero é o meio habitual de rendição de pessoal nas MODU, e o helideck concentra em poucos minutos o maior risco aeronáutico da instalação. O HLO comanda esse espaço: decide se o convés está em condições, informa os pilotos do vento e do movimento da unidade e lidera a resposta se algo correr mal. Em muitas unidades o posto combina-se com o de radiooperador, encadeando a janela de voo com as restantes comunicações externas.
Quartos típicos
- Turnos de 12 horas / Ativação durante operações aéreas
Responsabilidades principais
- Dirigir a segurança de cada aterragem e descolagem: inspeção do helideck, convés desimpedido, equipa de emergência pronta e vento/movimento dentro dos limites.
- Transmitir aos pilotos a meteorologia e o movimento do helideck (sistema HMS em unidades flutuantes: caturro, balanço e arfagem).
- Gerir as comunicações externas da unidade (VHF/HF aeronáutica e marítima, satélite) e as de emergência GMDSS.
- Controlar o POB (Personnel on Board), manifestos e pesagens de voo, e o briefing de passageiros com fatos e EBS.
- Supervisionar o reabastecimento de helicópteros: qualidade e amostragem do combustível, ligação à massa e autorizações.
- Comandar a equipa de resposta a emergências do helideck em caso de acidente de aeronave no convés.
Âmbito operacional
- Cabine / Ponte de Rádio
- Heliporto (durante operações aéreas)
Ficha revista pela HydroAbyss (2026). As normas e prazos citados são orientativos: a exigência final é definida pelo Estado de bandeira, pela Administração e por cada companhia.