O que precisa para exercer
Qualificação principal
- Não é um título: é um posto de promoção interna por ofício comprovado. Base habitual em Espanha: certificado de Marinero Pescador (RD 36/2014, conteúdos da Ordem PRE/646/2004) e anos de convés.
- Qualificações da escala de pesca (RD 36/2014) como via de progressão: Patrón Local de Pesca, Patrón Costero Polivalente e seguintes — não exigidas para o posto, mas frequentes em contramestres veteranos.
- Quadro laboral e de segurança: RD 1216/1997 (segurança e saúde a bordo de navios de pesca) e Convenção OIT C188/Diretiva (UE) 2017/159 sobre o trabalho na pesca (alcance conforme o pavilhão — verificar).
STCW base
- Formação Básica em Segurança válida; o quadro internacional da pesca é a STCW-F 1995, não o STCW mercante (aplicação conforme pavilhão e comprimento — verificar).
- Reconhecimento médico de embarque do ISM válido.
Cursos específicos
- Especialização na arte do navio: arrasto, cerco, palangre ou volanta — cada arte é um ofício diferente.
- Segurança com guinchos, cabos sob tensão e zonas de chicote (snap-back).
- Confeção e reparação de redes (ofício de redeiro).
- Primeiros socorros e homem ao mar em águas frias; sobrevivência no mar.
- Operação de gruas e meios de içar do convés (formação de companhia, orientativo).
Experiência orientativa
Orientativo: 5-10 anos de convés na mesma arte antes de assumir o posto; nas frotas do largo costuma exigir-se ter feito campanhas completas como marinheiro de confiança do mestre. A experiência na arte concreta não se improvisa nem se convalida.
Observações
A experiência real na arte e no tipo de frota pesa tanto como qualquer papel: um contramestre de arrasto não serve automaticamente para um cercador. Progressão do dataset: marinheiro de pesca → contramestre → (com títulos RD 36/2014) mestre de pesca e capitão de pesca. Nos congeladores convive com o frigorista e a caldereta; o seu interlocutor constante é a ponte durante a manobra. A pesca fica fora da MLC 2006: a sua convenção é a C188, e a segurança do convés sob pavilhão espanhol rege-se pelo RD 1216/1997.
O que este posto faz
É um dos postos mais duros e perigosos a bordo: combina anos de ofício, leitura da arte e autoridade real sobre o convés durante manobras de alta energia, com cabos a trabalhar a toneladas de tensão e mar aberto pelos bordos. O mestre comanda o navio, mas no lance o convés é dele: do seu olho e da sua voz dependem a segurança da marinharia e o trabalho da arte. A sinistralidade da pesca — a mais alta do trabalho no mar — combate-se sobretudo aqui.
Quartos típicos
- Quartos de convés durante o largar, o alar e a manobra; na maré, o ritmo é ditado pelo lance, não pelo relógio
Responsabilidades principais
- Dirigir a manobra física da arte: largar e alar redes, portas e aparelhos conforme o tipo de pesca.
- Operar e vigiar guinchos, aladores, cabos e estropos sob tensão, controlando esforços e zonas de chicote.
- Organizar a reparação de redes e a preparação da arte para o próximo lance, no convés ou no porto.
- Distribuir o trabalho da marinharia no convés e na estiva das capturas para o parque de pesca.
- Impor a disciplina de segurança na zona mais perigosa do navio: EPI, coletes de trabalho, comunicação com a ponte.
Âmbito operacional
- Convés de pesca e rampa ou costados de largar/alar
- Artes, guinchos, aladores e manobra
- Paióis de redes e sobressalentes da arte
Ficha revista pela HydroAbyss (2026). As normas e prazos citados são orientativos: a exigência final é definida pelo Estado de bandeira, pela Administração e por cada companhia.