O que precisa para exercer
Qualificação principal
- Espanha: aluno de ponte dentro da Licenciatura em Náutica e Transporte Marítimo (ou equivalente aprovado), com cédula marítima, exame médico do ISM em vigor e despacho como aluno; o quadro de títulos é o RD 973/2009.
- Objetivo do período: cumprir a Regra II/1 da STCW — 12 meses de embarque em programa aprovado com TRB, dos quais pelo menos 6 em tarefas de quarto de ponte sob supervisão (ou 36 meses sem programa aprovado).
- Saída natural: o título espanhol de Piloto de Segunda (RD 973/2009) e o CoC STCW II/1 de Oficial Encarregado do Quarto de Navegação, após aprovação nas provas da DGMM.
STCW base
- Formação Básica de Segurança (A-VI/1) antes do primeiro embarque.
- Certificados do pacote de oficial completados durante a etapa: Combate Avançado a Incêndios (A-VI/3), Embarcações de Sobrevivência e Botes de Resgate (A-VI/2-1) e Formação Sanitária.
Cursos específicos
- Radar/ARPA e ECDIS (curso modelo IMO 1.27) conforme o plano de estudos, imprescindíveis para o futuro quarto.
- Certificado de Operador Geral do GMDSS (GOC, STCW Regra IV/2), obrigatório para exercer como oficial de quarto.
- Preenchimento do TRB aprovado pela Administração: o documento que converte o embarque em meses válidos para a carteira.
Experiência orientativa
Orientativo: embarca-se sem experiência prévia (o requisito é académico e médico) e o período dura 12 meses em programa aprovado — habitualmente repartidos por 2-3 embarques com diferentes companhias ou navios. Idade mínima para o CoC II/1: 18 anos. A qualidade do TRB e os relatórios dos comandantes pesam depois na primeira contratação como Terceiro Oficial.
Observações
Percurso: Cadete de Convés → Terceiro Oficial de Ponte (ver ficha, CoC II/1) → Segundo Oficial → Imediato → Capitão (ver fichas). Critério profissional: o cadete que aproveita os quartos — pergunta, plota, pega no leme — chega ao exame com meia carteira feita; o que fica de espetador cumpre meses mas não forma critério marinheiro. Convém rodar tipo de navio se possível (a experiência em tanque, porta-contentores ou passageiros abre portas diferentes) e guardar cópia carimbada de todos os períodos de embarque: os certificados de serviço são a moeda da carreira.
O que este posto faz
O cadete é a fase de mar da carreira de ponte: sem este embarque documentado não há carteira, por melhor que seja o percurso académico. Aprende navegação, manobra e vida de navio sob supervisão direta, e a sua ferramenta central é o Livro de Registo de Formação (TRB): um programa aprovado de tarefas que os oficiais vão assinando e que a Administração exige para aceder ao título. Não conta para a lotação mínima de segurança, o que lhe permite dedicar-se a aprender — e obriga a companhia a levá-lo como praça adicional.
Quartos típicos
- Quartos de ponte acompanhando o oficial de quarto conforme o plano de estágio; períodos de trabalho diurno no convés
Responsabilidades principais
- Fazer quarto de ponte sob supervisão: vigia, leme, plotagem de posição, ajudas à navegação e aplicação do RIPA em situações reais.
- Participar em manobras de amarração, fundeio, atracação e operações de carga, rodando pelos postos do convés.
- Preencher o Livro de Registo de Formação (TRB) tarefa a tarefa, com assinatura do oficial supervisor e revisão periódica do comandante.
- Assistir aos exercícios e assumir tarefas crescentes do rol de chamada à medida que o embarque avança.
- Estudar os sistemas do navio (ECDIS, radar, GMDSS, estabilidade, planos) preparando o exame de carteira e as avaliações da companhia.
Âmbito operacional
- Ponte durante os quartos de estágio
- Convés em manobras e operações de carga
- Exercícios e simulacros do rol de chamada
Ficha revista pela HydroAbyss (2026). As normas e prazos citados são orientativos: a exigência final é definida pelo Estado de bandeira, pela Administração e por cada companhia.