O que precisa para exercer
Qualificação principal
- Sem qualificação náutica: é pessoal industrial sob o Código MODU da OMI, não marítimos com CoC STCW. Acesso a partir de roustabout (convés) com experiência comprovada; ensino secundário ou FP técnica como base habitual (orientativo).
- Formação de segurança offshore: OPITO BOSIET com CA-EBS e certificado médico offshore (padrão OEUK ou equivalente do operador) válido.
- Conforme o pavilhão e o tipo de unidade (navio-sonda vs plataforma), pode exigir-se ainda formação básica STCW A-VI/1 (verificar por unidade).
STCW base
- OPITO BOSIET/FOET (atualização quadrienal) com escape de helicóptero HUET e CA-EBS.
- MIST — Minimum Industry Safety Training (OPITO) ou indução equivalente do contratante.
Cursos específicos
- Controlo de poços nível introdutório/awareness (IADC WellSharp ou IWCF) — o nível de Driller chega mais acima na escala.
- Segurança H2S (referência ANSI/ASSP Z390.1 — orientativo conforme o campo).
- Chaves de força, cunhas e iron roughneck: operação e entalamentos (formação do contratante).
- Prevenção de objetos caídos (DROPS), movimentação manual de cargas e trabalhos em altura.
- Lingagem e sinaleiro (banksman/slinger) para apoiar içamentos no convés (orientativo).
Experiência orientativa
Orientativo: 6-12 meses como roustabout offshore (ou experiência equivalente em indústria pesada) antes de subir ao piso da sonda; 2-3 anos de floorhand abrem caminho a torrista (derrickman) e daí a assistant driller.
Observações
Escala clássica de perfuração: roustabout → roughneck → torrista → assistant driller → sondador → toolpusher (o dataset inclui o assistant driller). Posto de máxima exigência física, com rotações 14/14 ou 28/28 e pagamento por dia embarcado; a automatização (iron roughneck, pipe handling) está a reduzir a exposição na zona vermelha mas não elimina o ofício. A cultura de stop work authority e o respeito pela zona vermelha distinguem as boas equipas.
O que este posto faz
Faz o trabalho físico duro do piso de perfuração: conectar e desconectar tubagem, mover ferramenta pesada e sustentar o ritmo da manobra em turnos de 12 horas. É a zona da unidade com mais energia em movimento — cargas suspensas, tubagem a girar, pressão à superfície — e por isso o ofício é tanto força como disciplina de zona vermelha: saber onde não estar. É o ponto de entrada clássico na carreira de perfuração.
Quartos típicos
- Turnos de 12 horas (dia/noite) em rotações embarcadas tipo 14/14 ou 28/28 (orientativo)
Responsabilidades principais
- Conectar e desconectar tubagem de perfuração no piso da sonda com chaves de força, cunhas e o iron roughneck.
- Manusear o material tubular nas manobras de descida e retirada (tripping), coordenado com o sondador e o torrista.
- Manter o piso de perfuração limpo e arrumado: o housekeeping aqui é uma barreira de segurança, não estética.
- Executar a manutenção preventiva de primeira linha do equipamento de perfuração e reportar anomalias.
- Participar nos exercícios de controlo de poço e nas paragens de segurança (stop work authority).
Âmbito operacional
- Piso da sonda (drill floor) e zona vermelha da manobra
- Parque de tubagem e áreas de apoio à perfuração
Ficha revista pela HydroAbyss (2026). As normas e prazos citados são orientativos: a exigência final é definida pelo Estado de bandeira, pela Administração e por cada companhia.